terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

A morte aos 27 anos

Foram 15 músicos que morreram com 27 anos no auge do sucesso e da vida. Entre eles: Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Amy Winehouse e Kurt Cobain. Tá, não sou nenhuma musicista fodástica e nem sou famosa. Arranho no violão e tento não desafinar quando canto. Mas estou terminando o meu ciclo de 27 anos. Se isso me assustou? Um pouco. Dá pra ficar comovida com as "coincidências" dessas mortes na idade. Ainda não fiz 28, mas digamos que sim, sou uma sobrevivente dos 27. Eu morri. Neste ano eu soube o que era morrer aos 27 anos. Morri. Descobri que a morte em vida dói e vou contra ao que o Cazuza disse que "morrer não dói". Dói demais quando a gente quer viver. Não estou dramatizando e nem exagerando. É possível morrer e voltar [se a gente quiser voltar, claro]. Morri quando eu perdi o que não queria perder. Ainda mais de modo tão injusto como foi. Morri porque me senti fracassada, sem rumo, desolada e com tanto sentimento de injustiça. Morri porque alimentei em mim sentimentos ruins. Sentimentos que não fazem ser o que sou de verdade, mas que me mataram por algum tempo. Hoje eu sei o que é a morte dos 27 anos. Mas também sei o gosto de renascer com [quase] 28. Aprendi que é preciso verbalizar os sentimentos. Dar nome ao que está sentindo e mostrar quem é que domina a situação. Pedi para Deus me abençoar através das águas da natureza. Pedi minha ressurreição através da sua criação. Não posso me render à morte em vida. Vou fazer 28 e quero estar mais viva do que nunca para poder colocar meus planos em ação. Quero estar viva para recuperar os bons sentimentos e distribuir amor e paciência por onde eu passo. Preciso estar viva e o mais importante, eu quero estar viva!

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Ser cativado ou criar expectativa? De quem é a culpa, afinal?


Muitos defendem a frase famosa do livro do Pequeno Príncipe "Você é responsável por aquilo que cativas". Por outro lado, há quem defenda que você é responsável pela expectativas que cria em relação à outra pessoa.

Concordo com os dois pontos de vista porque tudo depende do contexto e da experiência de vida. Somos cativados, muitas vezes, por pessoas que se tornam presentes em nossas vidas e que, em meio à correria e frieza deste mundão, conseguem nos dar um pouco daquela atenção que nos conforta. De repente tudo muda, a pessoa se afasta e some. Vem a frustração.

Por outro lado, não somos presos à indivíduos e temos que ser livres e felizes por nós mesmos.
Existem inúmeras pessoas que cativam sabendo que a outra pessoa, digamos assim, vai se apegar. E mesmo sabendo que não vai corresponder à altura, continuam cativando. Sabe por que? Pra massagear o ego. (Já escrevi sobre isso aqui).

A experiência e a maturidade nos ensinam muitas coisas. Neste caso, podemos observar:

A) Sabemos quando a pessoa está nos olhando diferente e está dando atenção de maneira especial, com isso notamos quando ela faz questão de se fazer presente. Aí eu pergunto, você percebendo tudo isso e na certeza que não vai corresponder, você corta laços ou dá mais corda?

B) Quando estamos na luta para cativar outra pessoa, quando não cegos, percebemos que essa pessoa não olha em nossos olhos como gostaríamos, não vem atrás da gente quando estamos esperando uma iniciativa, não corresponde à altura todo nosso esforço para cativar mais e mais. Aí eu pergunto, você percebendo essa frieza e distância, vai continuar investindo ou vai partir para outra?

O poeta Augusto Branco disse que "A maior covardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem a intenção de amá-la." Duro nestas palavras (que já foram atribuídas erroneamente à Bob Marley), o poeta esquece que há quem desperte o amor sem intenção de despertar mesmo, é como "deixar a vida me levar". Por causa de que? Da imaturidade e a falta de consideração de se colocar no lugar do outro. 

Volto neste ponto porque no fim, as duas pessoas: as que cativam sem intenção de amar, e as que criam expectativas, não passaram pela dura experiência da vida que ensina, muitas vezes, na dor e na perda.

Não sejamos duros com quem ainda não sentiu o mesmo amargor que nós e que cria sim expectativa, baseando na atenção dada propositalmente (ou não). Nem todo mundo atingiu a maturidade espiritual da liberdade.

Mas confesso que sinto falta da minha inexperiência que me fazia acreditar mais nas pessoas, época que eu me deixava ser cativada e me jogava até o fim, até quebrar a cara. Acreditava que todos eram bons até que provassem o contrário.

Hoje o caminho é mais pesado. Necessitamos o tempo todo que a pessoa prove que é boa o suficiente para viver em nossa liberdade.

terça-feira, 31 de março de 2015

Novos Fragmentos

O nosso maior erro é perder tempo com o que suga nossa alma. 
O que vale na vida é a leveza que sentimos em nosso interior, que estampa em nosso rosto frestas sorridentes em nossos lábios.

=============

Quando magoar alguém que gosta, jamais deixe essa pessoa dormir sem que a mágoa seja desfeita.
Uma noite mal dormida é o suficiente para a mágoa enraizar.

=============


Não curto o cara que fala assim: "não quero te atrapalhar."
Sabe por que? Porque eu quero que me atrapalhe sim. Que me deixe confusa, que bagunça tudo e ainda vai embora sem fechar a porta. É disso que gosto.

=============

amor forçado é um estupro contra a alma.

Minha Janela

Será que se eu olhar o mundo através da janela do meu quarto, eu consigo visualizar um mundo mais justo?
Será que eu teria mais paz se eu me colocar de exemplo em minhas duras batalhas e mandar a geral buscar seus sonhos como eu busquei? Gritar: "foda-se os direitos humanos!" ou "Viva a Meritocracia!" Ser egoísta e dizer aos quatro cantos: "se eu consegui, qualquer miserável consegue." Melhora o mundo?

Em meu quarto eu sei que escreve uma pessoa que teve mais oportunidade em suas lutas. Mas aqui não dorme uma pessoa tranquila.

Ver o mundo daqui é muito cômodo e feliz. A vista é ótima daqui. Mas enquanto eu não pular a janela e espalhar boas esperanças em quartos gelados, eu não sossego.

Meu único amor e a banda Metallica

Eu tinha 13 anos quando eu comecei escrever. Era em um caderno brochura. Era desamor.
Ele já tinha 19 anos e apaixonei pela sua voz que saía na caixa de som de uma rádio comunitária. 
O conheci pessoalmente. Ele tinha um abraço macio, carregava ternura no olhar e a certeza que não podia me pertencer.

Me contentava em só vê-lo e derramar os lamentos escritos em versos. 
8 de abril de dois mil e um (beijo). O céu chegara mais perto.
A banda preferida dele era Metallica e automaticamente passou a ser a minha também. 
Não tinha telefone. Não sabia onde morava. Mas esperaria a vida inteira por ele, se não demorasse.

7 meses se passaram depois do nosso primeiro encontro no evento de rock "Metal Rebelion". Eu sabia que ele estaria lá no arena rock. Sim. Ele estava. O último beijo. E a certeza que jamais ficaríamos juntos. 
Nunca mais o vi. Fiquei muitos anos sem ir a um evento de rock. Mudei de rumo. O tempo passou. Mas ele nunca morreu. Ele está eternizado em meus primeiros escritos.

13 de Março de 2015, dirigindo pela avenida movimentada, Metallica rolando bem alto no carro e parado no ponto de ônibus, ele, meio grisalho, cabelos longos e enrolados. A camisa de cor preta. 
Não me contentei com a surpresa e a coincidência da música. Dei um grito: É ELE! 
Se eu voltei? Não. A vida segue como fluxo da avenida em horário de pico. 
Sexta-feira treze, eu vi um gato de preto, parecia azar, mas era amor.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Em poesia

Ele chega com olhar baixo
Mesmo tímido, o sorriso é largo
Cabelos negros
e todo enrolado
(não só os cabelos)
O seu humor muda de lado

Penso que às vezes dança
quando anda
Quando para
coloca as mãos no bolso
Quando ouço
o exército me protege
meu coração junto dele
enobrece

Pequenos detalhes
em mais de um metro e oitenta
não há coração que aguenta
Quando faz-se menino e chora
e deita em meu colo
e não vai embora

Enquanto dorme e abre a boca
Eu sorrio e me sinto boba
Ele acorda, meio torto levanta
Sorri de lado
meu amado
Observo cada passo calada
E ele é poesia que não se acaba...



quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Caiu


Caiu
o conceito,
Caiu
no esquecimento.
É a lei da gravidade,
que de tão grave, 
a idade amadura
e descobre que
se amar dura mais
que amargura

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Sorrir


Sorrir é leve e deixa a vida da gente mais saborosa. 
O sorriso é o agradecimento da alma. É mostrar, sem falar nada, que o coração está em paz.

Ads Inside Post